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Utinga-BA: Zé de Bel, o Poeta da Terra, morre após ser espancado e sofrer queimaduras por todo corpo

Morreu na manhã deste sábado 26/12, Adierson Rodrigues, conhecido como Zé de Bel, o Poeta da Terra. De acordo com informações de populares, Adierson foi espancado e depois atearam fogo; fato ocorrido na noite de ontem 25/12, por volta 23h:00 na cidade de Utinga-BA. O mesmo ainda chegou a ser socorrido por populares e, encaminhado para o Hospital da cidade, mas infelizmente não resistiu aos ferimentos e veio a óbito antes de ser transferido para Salvador.
De acordo com informações, o agressor, que ainda não sabemos sua identidade, já está preso.
Adierson Rodrigues foi uma figura bastante conhecida na cidade de Utinga pelo seu jeito irreverente e muitas vezes polêmico de encarar a vida. Famoso pelas imitações do ídolo Roberto Carlos, Zé de Bel era uma figura muito querida na cidade, uma das suas habilidades também muito notável, era o seu talento para a poesia, onde ele escreveu vários poemas homenageando e exaltando as belezas da sua  terra natal - Utinga.
Ainda não se sabe ao certo o que teria motivado alguém a cometer uma atrocidade dessa natureza. A população está chocada, o clima na cidade é de muita comoção e tristeza.

Queremos externar os nossos votos de pesar a toda família do nosso querido Zé de Bel, o poeta da Terra. Que Deus possa consolar os corações aflitos nesse momento de muita dor e consternação. (Blog do Léo Barbosa)
Confira abaixo um dos poemas do Poeta da Terra, Adierson (Zé de Bel)

FILHOS LEGÍTIMOS,
TRATADOS COMO FILHOS ADOTIVOS
Autor: Adierson

Oh Utinga! Doce terra em que eu nasci
Porém hoje não é mais como outrora
Os réus próprios filhos para conseguirem algo,
De te têm que sair fora


Cidade de cascatas, cachoeiras e grutas,
Por onde esconde os grandes segredos
Os forasteiros deitam e rolam em ti
E os próprios filhos chupam o dedo

És rica pela tua fertilidade,
E os teus filhos vivem em meio abandono
Forasteiros que por aqui chegam,
Querem ser os seus próprios donos

Utinga minha terra querida
Eu não sei por qual motivo,
Que fazes de forasteiros filhos legítimos
E os seus próprios serem adotivos

Precisamos mudar o sistema
Para ver se esta história se encerra
Pois eu ainda quero ver minha Utinga,
Ser governada por um filho da terra!

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