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Pix: intensificação da greve do BC pode interromper serviço



A greve dos servidores do Banco Central (BC) pode afetar o funcionamento do Pix, meio de pagamento instantâneo criado pela autoridade financeira, e outros serviços do órgão, segundo informou nesta segunda-feira (4) o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (SINAL).

De acordo com o sindicato, a entidade conseguiu uma reunião oficial com o Governo, mas destacou que a greve poderá ser intensificada caso não ocorra uma proposta oficial de reajuste salarial. Com isso, o Pix e outros serviços, como a distribuição de moedas e cédulas, podem ser afetados e até interrompidos por falta de pessoal.

“Quando você tem um sistema que opera em contingência, ele vai ser operado com manutenção precária e com monitoramento precário. Ou seja, se houver problemas, demora mais para resolver e tem menos gente atuando no monitoramento e previsão de problemas”, disse Fabio Faiad, presidente do sindicato.

“A equipe de monitoramento existe para evitar que o problema aconteça e a equipe de manutenção para corrigir o problema que já aconteceu. Se você diminui a quantidade de gente em manutenção e contingência, isso tudo pode fazer com que o sistema fique parcialmente fora do ar em um determinado momento”, completou.

Segundo o SINAL, o Pix, bem como algumas outras atividades do BC, não se encontram dentro do escopo da lei dos serviços essenciais e, por isso, não é obrigatório que o sindicato mantenha os funcionários na atividade.

De acordo com Faiad, caso não haja uma proposta oficial do governo, a greve poderá ser intensificada.

"Está marcada para terça-feira, 5/4, às 10h30, entre o SINAL e o Leonardo Sultani, titular da Secretaria de Gestão de Pessoas do Ministério da Economia. Queremos a apresentação de uma proposta oficial por parte do Governo. Se não houver proposta oficial, a nossa resposta deve ser a manutenção e a intensificação da greve", informou, em nota, o SINAL.

O objetivo da greve, segundo o sindicato, é auferir o reajuste salarial para os servidores, “bem como a Reestruturação de Carreira de Analistas e Técnicos do BC (demandas sem impacto financeiro)”.
Pix já supera cartões de crédito e débito

O Pix é um meio de pagamentos criado pelo BC e que permite transferir valores, receber e fazer pagamentos, em transações de forma instantânea. É uma nova opção ao lado da TED, do DOC, dos cartões de débito e de crédito e dos boletos. Lançado em novembro de 2020, a ferramenta do Banco Central caiu no gosto dos brasileiros, pela facilidade e isenção de taxas, em relação a outros instrumentos bancários.

As transações feitas com Pix já superam o número de operações realizadas com cartão de crédito e débito, de acordo com os dados mais recentes divulgados pelo BC.

No último trimestre de 2021, o BC registrou 3,89 bilhões de transações feitas com o Pix, contra 3,8 bilhões de outros meios de pagamento. O resultado representa uma alta de 34%, em relação ao terceiro trimestre de 2021. Para efeito de comparação, no último trimestre de 2021, as operações realizadas através do TED foram 294 milhões, uma queda de quase 50% em um ano. (BP Money)

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