69 trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão na Chapada Diamantina

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69 trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão na Chapada Diamantina em operações em Seabra e Novo Horizonte

Duas operações da Auditoria-Fiscal do Trabalho resultaram no resgate de 45 trabalhadores em uma obra na BR-242, em Seabra, e outros 24 em garimpos subterrâneos em Novo Horizonte. Vítimas receberam mais de R$ 735 mil em verbas rescisórias e indenizações

Foto: SIT/MTE

Redação Blog do Léo Barbosa  |  3 de junho de 2026  |  Direitos Trabalhistas & Chapada Diamantina

⚠️ Duas operações simultâneas na Chapada

🔴 Seabra: 45 trabalhadores resgatados em obra na BR-242
🔴 Novo Horizonte: 24 trabalhadores resgatados em garimpos subterrâneos
💰 Total pago em verbas e indenizações: mais de R$ 735 mil

🏗️ Seabra - obra na BR-242

Em 25 de maio, fiscais resgataram 45 trabalhadores em um canteiro de obras para construção de um ponto de apoio rodoviário e restaurante às margens da BR-242, em Seabra. No total, 55 pessoas estavam em atividade no local.

Foto: SIT/MTE

Irregularidades encontradas:

❌ Alojamentos superlotados, sem privacidade e com instalações sanitárias inadequadas
❌ Trabalhadores convivendo com materiais de construção e produtos químicos
❌ Sem registro em carteira e sem controle de jornada
❌ Jornadas de até 65 horas semanais
❌ Instalações elétricas improvisadas e máquinas sem proteção
❌ Trabalhadores recrutados em outros estados e dependentes da empresa para moradia e alimentação
Resultado: obra embargada totalmente · R$ 578.243,28 em verbas rescisórias · R$ 157.500 em indenizações por danos morais individuais

⛏️ Novo Horizonte - garimpos subterrâneos

Em Novo Horizonte, fiscais encontraram 24 trabalhadores em garimpos de extração mineral subterrânea. Os trabalhadores recebiam cerca de R$ 120 por semana em um sistema chamado "feira", sem qualquer pagamento relacionado à produção mineral, mesmo atuando há cerca de seis meses.

Foto: SIT/MTE

Condições encontradas:

❌ Alojamentos improvisados em barracos de lona
❌ Sem acesso adequado à água potável ou higiene mínima
❌ Trabalho em poços com até 100 metros de profundidade
❌ Risco de soterramento, quedas e contaminação por sílica
❌ Sem equipamentos de proteção adequados
Resultado: todas as frentes de garimpo interditadas · trabalhadores encaminhados para seguro-desemprego especial e assistência social

📋 A Auditoria-Fiscal do Trabalho caracterizou os dois casos como trabalho análogo à escravidão, por condições degradantes e, em Seabra, também por jornada exaustiva. Medidas administrativas para responsabilização dos envolvidos foram adotadas nos dois casos.

Tags: Trabalho Escravo Bahia · Chapada Diamantina · Seabra · Novo Horizonte · Fiscalização Trabalhista · Direitos Trabalhistas

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Fonte: A Tarde · Auditoria-Fiscal do Trabalho (MTE) · Publicado em 03/06/2026 · Blog do Léo Barbosa

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