🔥 Copom mantém a Selic em 13,75% ao ano, contra a expectativa de corte, e cita câmbio, El Niño e inflação
Decisão foi unânime e surpreendeu o mercado, que esperava redução de 0,25 ponto percentual; Banco Central não deu pistas sobre as próximas reuniões
Redação Blog do Léo Barbosa | 4 de novembro de 2026 | Brasil
⏸️ Juros parados
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve, por unanimidade, a taxa Selic em 13,75% ao ano. As tensões em torno do câmbio e do fenômeno climático El Niño pesaram na decisão. O mercado esperava um corte de 0,25 ponto percentual, embora parte das instituições já apostasse na manutenção.
As barras de juros e de inflação usam escalas diferentes e servem só para comparar valores dentro de cada grupo.
🗣️ O que diz o Banco Central
Em comunicado, o Copom afirmou que as incertezas aumentaram nas últimas semanas e que as expectativas de inflação continuam acima da meta. O Banco Central descreveu o cenário como desafiador e disse que ele exige "serenidade e cautela" na condução da política monetária. O órgão não deu pistas sobre o rumo dos juros nas próximas reuniões.
De junho de 2025 a março de 2026, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. Desde abril, o Copom reduziu os juros cinco vezes, num cenário de inflação em queda. O agravamento da guerra no Oriente Médio, o início do El Niño e a recente instabilidade cambial dificultaram a continuidade dos cortes.
🏛️ Copom desfalcado: os mandatos dos diretores de Organização do Sistema Financeiro (Renato Gomes) e de Política Econômica (Diego Guillen) terminaram no fim de 2025. O presidente Lula ainda não enviou ao Congresso os nomes dos substitutos.
📈 Como está a inflação
Desde janeiro de 2025 vale o sistema de meta contínua: a inflação acumulada em 12 meses é comparada com a meta todo mês, e não só no fechamento de dezembro.
🏭 Economia desacelera
No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central reduziu para 1,8% a previsão de crescimento da economia em 2026. O boletim Focus indica expansão de 1,76% do PIB, abaixo dos 1,85% de quatro semanas atrás.
🛒 O que isso muda no seu bolso
A Selic é a taxa básica de juros e serve de referência para as demais taxas do país. Com ela mantida em 13,75%, o crédito (cartão, cheque especial, empréstimos e financiamentos) não fica mais barato por enquanto, porque um corte teria o efeito de reduzir os juros cobrados. Em compensação, juros altos continuam favorecendo quem tem investimentos atrelados à taxa básica. Quando o Banco Central reduz a Selic, estimula o crédito e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação, e é por isso que ele só corta quando está seguro de que os preços estão sob controle.
📌 Resumindo: o Copom parou os cortes e manteve a Selic em 13,75%, por unanimidade, diante do câmbio, do El Niño e de uma inflação acima do teto da meta. Os juros do crédito devem continuar altos por mais tempo. Esta matéria é informativa e não é recomendação financeira.
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Fonte: Agência Brasil · Banco Central · IBGE · Boletim Focus · Publicado em 04/11/2026 · Blog do Léo Barbosa
